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quinta-feira, 24 de abril de 2014

Balá Mussá deixou-nos!


Morreu Carlos Mussá Baldé

Foi de forma repentina que a notícia da morte prematura do nosso camarada e irmão Carlos Mussá Baldé nos chegou e com ela uma dor e uma grande tristeza atingiu uma parte significativa dos seus amigos e camaradas.

Carlos Mussá Baldé, familiarmente conhecido e tratado pelos seus amigos e camaradas por “Balá Mussá” formado em Direito pela Faculdade de Direito de Lisboa, foi dos primeiros quadros que mal concluídos os seus estudos universitários regressou ao país para dar a sua contribuição.

Militante e dirigente do PAIGC, desde cedo prestou a sua colaboração ao ex-Presidente da República Malam Bacai Sanhá, sendo seu Director de Gabinete enquanto este exercia o cargo de Presidente da Assembleia Nacional Popular.

Foi Ministro da Função Pública e Trabalho e Ministro das Pescas em diferentes Executivos. Antes da sua morte, estava desempenhando o seu primeiro mandato como Deputado da Nação na presente VIII Legislatura.

Carlos Bala Mussá foi igualmente um destacado defensor e activista no seio do Projecto “Por uma Liderança Democrática e Inclusiva” sendo o seu principal responsável na Província Leste e sentiu-se particularmente afectado quando a nova liderança do PAIGC saída do Congresso de Cacheu o relegou da sua posição de cabeça de lista do Círculo 16 para o de terceira figura da lista, situação que o entristeceu sobremaneira, considerando que foi alvo de injustiça e de revanchismo.
À família enlutada, a nossa camarada Rosa Baldé e aos seus filhos, aos seus irmãos, as nossas mais sentidas condolências e que o exemplo de "Balá Mussá" nos contagie.
Glória eterna ao Dr. Carlos Mussá Baldé!

domingo, 13 de abril de 2014

Braima Camará exerce o seu dever de cidadania

Ao meio da manhã de hoje, dia 13 de Abril, Braima Camará, líder do Projecto "Por uma Liderança Democrática e Inclusiva" acompanhado por uma forte delegação dos seus apoiantes e igualmente membros desta sensibilidade que alcançou 40% dos votos contra uma coligação formada por todos os Candidatos à liderança do PAIGC, dos cerca de 1.200 congressistas que participaram nos trabalhos do VIII Congresso Ordinário do PAIGC que decorreu em Cacheu, exerceu o seu dever de cidadania, na Assembleia de Voto instalada defronte do Liceu Nacional "Kwame N´Krumah".

Após exercer o seu direito cívico, Braima Camará prestou declarações aos órgãos de comunicação, largamente representados no local, para afirmar que "exerceu em plena consciência o seu dever de cidadão, sinto-me por isso satisfeito e orgulhoso por poder participar neste acto de grande importância para o futuro da Guiné-Bissau".

Braima Camará na sua sua curta declaração à imprensa, aproveitou para lançar um veemente apelo à paz, à estabilidade e a unidade nacional, "no sentido de permitir ao nosso país sair desta situação e dar de novo uma nova oportunidade aos guineenses para poderem trabalhar e desenvolver o país que tanto queremos e amamos".

Questionado sobre a possibilidade de regresso ao poder do seu Partido, o PAIGC, do qual è cabeça de lista para o Circulo Eleitoral 24, Braima Camará disse "estar convencido que todos os eleitores estão conscientes da situação que o país atravessa, pelo que a sua escolha irá nesse sentido" para terminar, afirmando, "o que desejo no fundo do meu coração é que haja paz, estabilidade e união entre todos os guineenses, para que de forma conjunta e responsável possamos levar por diante a construção de um novo país de bem-estar e de progresso sem raças, sem separações, sem ódio, sem perseguições, mas unidos num ideal de paz, estabilidade e unidade".

segunda-feira, 7 de abril de 2014

A Direcção da CCIAS rende homenagem a Koumba Yalá

A Direcção da CCIAS em peso na residência de Koumba Yalá.
A Direcçção da Câmara de Comércio, Indústria, Agricul-tura e Serviços, chefiada pelo seu Presidente de Direcção, Braima Camará e integrada pelo Presidente da Assembleia Geral, Armando Correia Dias e de mais de uma dezena de empresários nacionais e estrangeiros fazendo parte da CCIAS, deslocou-se à residência de Koumba Yalá, ex-Presidente da República e Fundador do Partido da Renovação Social (PRS) para testemunhar a família do distinto  desaparecido a sua solidariedade neste momento de infortúnio e de dor.

Braima Camará assinando o Livro de Condolências
Braima Camará escreveu no Livro de Condolências uma vibrante homenagem ao Presidente Koumba Yalá que considerou, citamos, "um grande democrata, lutador incansável pela causa da liberdade e do progresso, mas muito principalmente um guineense e patriota convicto, muitas vezes incompreendido pelo seu repentismo e pela sua maneira peculiar como exercia a sua acção política".


Braima Camará e Armando Correia Dias, respectivamente
Presidente da Direcção e Presidente da AGeral da CCIAS à
chegada a residência do falecido Presidente, onde foram
recebidos pelo Dr. Agostinho Pereira, Secretário de Estado
do Turismo e sobrinho de Koumba Yalá
Para o Presidente da CCIAS, "Koumba Yalá deixa um vazio difícil de preencher na vida política guineense", para concluir, "convidando os guineenses a lutar, como Koumba Yalá lutou sempre, pela paz, pela estabilidade, pelo progresso e bem-estar de todos os guineenses".


Armando Correia Dias assinando o
Livro de Condolências
Por seu turno, Armando Correia Dias, teceu um elogio "para com uma figura que marcou a vida política guineense" para prosseguir concluindo que, "a classe empresarial guineense veio a residência do ex-Presidente da República render-lhe uma sincera e clara homenagem".

Glória eterna ao Presidente
Koumba Yalá!

Morreu Kumba Yalá

MORTE DE KUMBA IALÁ
 

Foi com enorme surpresa que tomamos conhecimento da morte súbita de Kumba Yalá, ex-Presidente da República, fundador do Partido da Renovação Social (PRS).

O próprio país e os guineenses foram surpreendidos com a notícia que dava conta da morte súbita e prematura do ex-Presidente da República, quando na véspera deste desaparecimento físico, o víamos altamente empenhado na campanha eleitoral, defendendo a candidatura de Nuno Gomes Nabian.

Koumba Yala foi sem sombra de dúvidas um dos grandes percursores da abertura democrática ocorrida em princípios da década de noventa na Guiné-Bissau, sendo um dos políticos guineenses que estiveram na origem de algumas das mais importantes conquistas democráticas alcançadas pelo povo guineense e, enquanto político, proclamava os valores da paz, da democracia e do estado de direito.

Depois de militar largos anos nas fileiras do PAIGC e com o advir da abertura democrática, justo é salientar que Koumba Yalá foi um dos grandes propulsores de abertura ao pluralismo democrático e um dos mais acérrimos defensores e um abnegado trabalhador para que os valores da paz e democracia fossem uma realidade sustentável na Guiné-Bissau.

Neste momento de dor e de tristeza, Braima Camará, que hoje se deslocou a residência deste notável guineense, acompanhado de vários dos seus amigos e camaradas para render homenagem ao ex-Presidente da República e Fundador do Partido da Renovação Social (PRS), todos nós, militantes do PAIGC que abraçaram até ao VIII Congresso Ordinário do PAIGC realizado em Cacheu o Projecto “Por uma Liderança Democrática e Inclusiva” aproveitam esta oportunidade para endereçarem os seus sentidos votos de pesar à família enlutada, ao PRS e ao Povo guineense em geral, na convicção porém, que os ideais pelos quais lutou ao longo da sua vida política serão uma realidade.

Feito em Bissau, aos 7 dias do mês de Abril de 2014

segunda-feira, 10 de março de 2014

Manda quem pode...

Assim começa esta história...
Era uma vez, um grupo de cerca de 40 Deputados da Nação resolvem afastar o seu Líder, porque este não presta contas, nem dá satisfações aos demais colegas e gere uma "pipa" de massas que dizem ser da Bancada Parlamentar sem dar cavaco a ninguém, pois é só ele que assina o cheque...fala-se de cerca de 500 milhões de francos CFA...
 
Dizem que depois de ser convocado para uma reunião por mais que uma vez sem resposta, os colegas resolvem regimentalmente eleger, em conformidade com a lei e demais requisitos, um novo Líder Parlamentar e... Octávio Lopes, é o escolhido, por votos de uma esmagadora maioria...

A guerra começa...

A Direcção do PAIGC não concorda, obviamente porque Octávio Lopes, está entre os dirigentes e militantes que apoiam a candidatura de Braima Camará à liderança do PAIGC no quadro do Projecto “Por uma Liderança Democrática e Inclusiva” e isso enfurece muita gente...

Em Cacheu, já se sabe, todos se uniram, numa osmose difícil de explicar, mas que aconteceu e levou a derrota (vitória da dignidade e de militantismo de Braima Camará) da única candidatura que não aceitou entrar na chamada “Aliança para a Unidade Coesão do PAIGC”...
 
Esperava-se que depois de Cacheu reina-se o bom-senso, ou seja, conquistada a vitória nas urnas, se envereda-se pela reconciliação, de forma a ser conquistado o Partido, mas em vez disso, a prioridade é o revanchismo e vejamos como...
 
O Círculo 24 (Bissau) terminou o processo de escolha dos candidatos a Deputado da Nação na lista do PAIGC para as eleições legislativas marcadas para 13 de Abril próximo. Depois de ter sido eleito por unanimidade pela Comissão Política da Secção de Chão de Papel, fui ontem eleito pela maioria absoluta dos membros da Comissão Política do Círculo 24 para ocupar o primeiro lugar da lista proposta pelas estruturas do Partido

Assim termina esta história....
O próprio Presidente do PAIGC comunica ao Dr. Octávio Lopes, que ele mesmo, na sua qualidade de Presidente eleito do PAIGC tomava a responsabilidade de relegar quem ganhou, tal como o Presidente do Partido de Amílcar Cabral, nas urnas e com a maioria absoluta dos membros da Comissão Política do Circulo 24, depois de ter sido eleito, também pela via das urnas, por unanimidade pela Comissão Política da Secção de Chão de Pepel, o Octávio Lopes para ultimo lugar da lista de suplentes...

"Só bom conversa..."
Acabo de comunicar ao Comité Central (órgão máximo do Partido entre Congressos) o seguinte:
 
(i)             que renuncio ao cargo de Líder da Bancada Parlamentar para o qual fui eleito, por voto livre e secreto, pela maioria absoluta dos Deputados que a compõem;
 
(ii)           que demito-me das funções de membro da Comissão Permanente da Assembleia Nacional Popular;
 
(iii)         que suspendo as minhas funções de Deputado da Nação até ao fim da presente Legislatura;
 
(iv)           que continuo igualmente disponível para servir no que o Partido entender que eu possa ser útil ao desenvolvimento do nosso país.
 
E esta Hein???
Para quê mais comentários...Cada um que tire as suas ilações.
 
Aqui vai o nosso comentário: Só bom combersa Octávio...bu lisson e forte. Bravo, nó stá ku bó!
 

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Braima Camará recebido por Ramos Horta e Ovídio Pequeno na Sede da ONUGUIBIS

Braima Camará, líder do Projecto “Por uma Liderança Democrática e Inclusiva” e candidato que foi derrotado por uma coligação formada por diferentes candidatos à liderança do PAIGC no seio de uma denominada “Aliança para a Unidade e Coesão do PAIGC” que apoiou o Eng. Domingos Simões Pereira a chegar a Presidência do PAIGC, foi ontem recebido pelos Representantes Especiais do Secretário-Geral das Nações Unidas e da União Africana, respectiva-mente, Ramos Horta e Ovídio Pequeno.
Durante este encontro, Braima Camará que se encontrava acompanhado do Coordenador Geral do Projecto “Por uma Liderança Democrática e Inclusiva”, camarada Marciano Silva Barbeiro, agradeceu os esforços que os dois altos Representantes Especiais têm desenvolvido para permitir que a Guiné-Bissau faça um retorno gradual e sustentável à plena constitucionalidade e muito em especial no seio do PAIGC, de forma a permitir ao nosso grande Partido não só a realização da sua reunião magna, como também na procura dos melhores consensos conducentes à reconciliação interna, unidade e coesão interna no seio deste.

Ramos Horta e Ovídio Pequeno informaram Braima Camará que têm mantido conversações com o actual Presidente do PAIGC, camarada Simões Pereira e que estão conjuntamente desenvolvendo esforços no sentido de permitir uma maior consolidação dos esforços tendentes a reconciliar as partes e a criar condições para cimentar a unidade e a coesão interna no seio do Partido.

Os Representantes Especiais elogiaram a forma como Braima Camará assumiu a sua derrota e a disponibilidade que demonstrou em trabalhar em prol do fortalecimento e coesão interna do PAIGC no seu discurso proferido logo após o anúncio dos resultados para a eleição do Presidente do PAIGC em Cacheu.

Ramos Horta e Ovídio Pequeno mostraram-se surpreendidos pelo facto de lhes terem sido informados pela actual Direcção do PAIGC da existência de vários candidatos presidenciais no seio do PAIGC, que consideraram como uma fonte potencial geradora de novos desentendimentos, derivado do facto dos diferentes interesses em jogo, facto que Braima Camará disse não ter conhecimento oficial, salvo os boatos que normalmente circulam em Bissau.

Em relação à providência cautelar de que a Direcção do PAIGC foi notificada na passada sexta-feira pelo Tribunal Regional de Bissau, situação que Ramos Horta e Ovídio Pequeno consideram preocupante, Braima Camará aproveitaria para informar que esta “é uma iniciativa levada a cabo por militantes e ex-dirigentes do Partido que se sentiram profundamente indignados e feridos na sua honra pela forma como foram e estão sendo tratados pela actual Direcção, primeiro pela forma como não deixaram ninguém se exprimir para dar a sua opinião ou contraproposta nos trabalhos do Congresso, inclusive pela forma pouco elegante como a própria Presidente do Congresso se dirigiu aos que solicitaram a palavra, inclusive eu, enquanto candidato e com responsabilidades acrescidas, para lhes dizer que só daqui a quatro anos poderiam falar”, para logo acrescentar que “para complicar mais ainda a situação, vem o Presidente do Partido, afirmar na reunião do Bureau Político, aquando da apresentação da proposta para a composição da Comissão Permanente deste órgão estatutário, que escolheu somente os camaradas do seu projecto, por uma questão de confiança, tendo em vista não encontrar atropelos na execução do seu projecto. Isto é muito grave e inaceitável vindo da parte de um líder com pretensões para unir e reconciliar o Partido”.

 Ramos Horta e Ovídio Pequeno defenderam a necessidade urgente de se encontrar uma saída política que leve a ultrapassar esta situação, argumentando ainda pelo facto do actual Presidente do PAIGC estar a enfrentar no seio da sua própria coligação pressões de vária ordem, que começaram, inclusive em Cacheu aquando da elaboração das propostas para a formação dos órgãos estatutários, entre outros assuntos e que só o restabelecimento de um clima propício a um diálogo aberto e em defesa dos superiores interesses do PAIGC se poderiam encontrar as melhores soluções para salvar uma vez mais o Partido Libertador e neste contexto mostraram-se disponíveis e altamente interessados em propor um encontro entre Simões Pereira e Braima Camará, sob os seus auspícios.

Braima Camará disse estar sempre disponível para encontrar uma solução, porque o que está em jogo são os superiores interesses do país, “porque para mim e o Projecto que me apoia a Guiné-Bissau, o nosso povo, a unidade e a reconciliação da grande família guineense, bem como a criação das mais sustentáveis condições para o nosso desenvolvimento e par do bem-estar e progresso do povo guineense são prioridades inquestionáveis, daí que esteja sempre disponível, eu e qualquer elemento do meu projecto a sentarmo-nos seja com quem for para a busca das melhores e mais consistentes soluções que possam conduzir retirar o país da situação difícil onde se encontra”.